segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sobre o novo técnico

Todos os indícios dão conta de que será Renato Portaluppi o novo técnico tricolor. Ao contrário do que pensa a maioria da torcida gremista, discordo da escolha e ela apenas reforça a minha ideia de fraqueza dos dirigentes gremistas, que já deveriam ter pedido o boné. A fórmula é simples, retirar um treinador rejeitado ferozmente pela torcida e substuir por um que seja aclamado pelo torcedor. Na teoria pode parecer perfeito e infalível, mas na prática não é tão simples assim.
O currículo do Renato como treinador não recomenda. Pelo Fluminense, no momento decisivo da Libertadores de 2008, ele se perdeu e trocou os pés pelas mãos. Fez declarações irresponsáveis, menosprezou o campeonato brasileiro, priorizou a Libertadores, e ironizou os demais clubes do Brasileirão ao dizer que estava a 5 metros do título da América, enquanto os outros estavam a 5 mil kilômetros. Embora treinador, agiu como nos tempos de ponteiro e preferiou a polêmica à seriedade. Deu no que deu, perdeu a final para a LDU, foi demitido do Flu, andou até São Januário, onde assumiu e rebaixou o Vasco. Como treinador, deu muitos passos atrás em 2008, e até agora tem apenas uma Copa do Brasil (2007) conquistada.
Entre os outros cogitados, gosto do Paulo Autuori, aceitaria o Geninho e até daria uma oportunidade para o Caio Júnior. Entretanto, minha preferência seria para técnicos como Gilmar Iser e Paulo Porto que têm competência, esperam muito uma oportunidade e poderiam repetir o que já deu certo no Gremio, ou seja, técnicos do interior que assumem o e crescem junto com a equipe.
Mas se Renato vier, a torcida precisa esquecer que ele vestiu a camisa 7. Agora ele não farda mais com os jogadores, é treinador e precisa "agauchar" novamente. Tá muito carioquinha e precisa tirar os óculos e a máscara para dar certo aqui. Se vier, boa sorte, e estarei no Olímpico para apoiar.
Mas será mesmo ele, o escolhido? Amanhã saberemos.

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