quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sem ovelinhas contra " La U"

Acaba de sair a informação de que o Inter poupará titulares contra La U, de Chile, pelas oitavas da Sulamericana. O time será: Lauro; Bolívar, Índio, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Maycon, Glaydson, Sandro e Andrezinho; Marquinhos e Alecsandro. Time sem várias ovelhinhas e que jamais atuou com essa formação. Assim, creio que o Inter acaba de abrir mão daquele que talvez fosse o último e mais desprezível sonho no ano do centenário.
Estive entre aqueles que acreditavam que em 2009, com o plantel que tinha, o colorado poderia manter a pose de Campeão de Tudo. Mas veja como é o futebol e como são os negócios. Propostas vieram, jogadores se foram, o time se foi. A Copa do Brasil se foi. A Recopa, foi também. Tudo bem, ganhou a Suruga, mas é bom ganhar a Suruga? Ah! O Brasileirão também está indo para as cucuias.
Agora, na Sulamericana, que poderia ser o limão da Limonada 2008, parece que não é importante ganhar. Ano passado foi diferente quando o Inter conquistou o caneco sobre o Estudiantes.
Todos estes erros de avaliação custam caro e riscam a figura do multicampeão Fernando Carvalho. Do Pífero eu não esperava nada demais, mas você Carvalho metido nessa bagunça aí ! Muito desagradável!
Em 17 de dezembro, Ivete Sangallo e Zeca Pagodinho serão as estrelas da Festa do Centenário do Inter. As únicas estrelas. Na camisa colorada não serão acrescidas estrelas em 2009.

Pra fechar, aí vai uma que você só lê aqui, no Blog Trocas Ideias:
Tite, atual técnico colorado nos Cem Anos do Inter, está próximo de ser marcado por protagonizar o fracasso no centenário do Inter e do Grêmio.

Eu tinha até esquecido, mas conferi no Gúgol que o Adenor Bacchi treinava o Grêmio no fracasso da Libertadores de 2003, lembra?
Danrlei falhou e fomos eliminados pelo Independiente Medellin, no Olímpico. Terminava ali a República das Ovelhinhas e a Era Danrlei, que durou quase 10 anos e rendeu muitos títulos.

Vai começar o jogo do Inter e verei só o segundo tempo. Secarei pelo radinho os primeiros 45 minutos.
Palpite: 2 a 1 para Lá U.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sucesso é

Aos 02 anos, sucesso é: conseguir andar.
Aos 04 anos, sucesso é: não mijar nas calças.
Aos 12 anos, sucesso é: ter amigos.
Aos 18 anos, sucesso é: ter carteira de motorista.
Aos 20 anos, sucesso é: fazer sexo.
Aos 35 anos , sucesso é: ter dinheiro.
Aos 50 anos, sucesso é: ter dinheiro.
Aos 60 anos, sucesso é: fazer sexo.
Aos 70 anos, sucesso é: ter carteira de motorista.
Aos 75 anos, sucesso é: ter amigos.
Aos 80 anos, sucesso é: não mijar nas calças.
Aos 90 anos, sucesso é: conseguir andar.

(Autor desconhecido, pelo menos por mim)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Resumo da rodada

Sorria secador! O São Paulo não venceu!
Após a derrota do Inter contra o Vitória, colorados uniram-se a gremistas, palmeirenses, atleticanos e esmeraldinos para secar o atual tricampeão do Brasileiro.
Não há coisa mais chata do que secar o São Paulo. Ano passado fiz isso durante todo o segundo turno e a cada vitória deles eu murchava um pouco. Ontem mesmo, enquanto torcia para o Grêmio, secava o São Paulo que vencia o Santo André por 1 a 0. Roubadinho, é claro, afinal de contas o pênalti que não foi marcado em favor do Santo André foi de concurso. No 2º tempo o Santo André empatou, mas assisti sem empolgação, pois achei que o SP chegaria à vitória mesmo assim, o que não se confirmou. Péssimo resultado para o São Paulo e um alento para Grêmio e Goiás, únicos vitoriosos entre os que ocupam a ponta de cima.
O Inter está a duas rodadas sem pontuar, débito que poderá ficar impagável nas rodadas finais do campeonato.
O Palmeiras ainda vai jogar na rodada, enfrenta o Cruzeiro no Mineirão quarta-feira. A secação vai pegar parelha!
O Grêmio venceu o pior Fluminese que já vi. Dois gols contra incríveis e os zagueiros esquisitamente cabeçeavam contra o próprio gol com uma precisão de Baloy. Não há volta e o Fluzão amargará a segundona em 2010.
O Imortal tem a melhor campanha no segundo turno e, no Olímpico, o aproveitamento é brincadeira. Melhor ataque, melhor saldo e o artilheiro, Jonas, com 13 gols. Eu, que não acreditava, sigo não acreditando, mas passarei a levar fé se superarmos o Goiás em Goiânia, domingo que vem.
A secação colorada nesse confronto, Goiás e Grêmio, será paradoxal. Sempre é bom torcer contra o Grêmio, mas será ruim ver o Goiás vencer e encostar no Inter. É prazerosa a nostalgia de torcer por um ataque formado po Fernandão e Iarley, mas como deve ser ruim para os vermelhos vê-los com a camisa verde e branco.
Aliás, que campeonato faz o Iarley! Jogou muita bola contra o Corínthians e assim tem sido desde que saiu do Inter. Ou desde que saíram ele do Inter.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Patrick foi, Demi ficou


Semana passada morreu Patrick Swayze, o Sam, do filme Ghost (foto esquisita aí do lado). Assistindo Ghost, dei o beijo mais longo de minha vida. Foram 12 longos minutos sem descolar os lábios. Cãibras, dores na mandíbula, dormência na língua, parecia que nada nos faria parar de beijar, até que ouvimos o barulho do carro do pai dela chegando. Mas tá lá no meu Guiness Book: Mais longo beijo: 720 segundos. Estávamos assistindo Demi Moore e o falecido Patrick no vídeo K7, e eu observava o tempo do beijo de canto de olho, no contador do aparelho. Veja você a preocupação que eu tinha aos 13 anos.
O filme é de 1990 e devo ter visto em 91. Era um dia de semana, à tarde, os pais dela estavam no trabalho e ela avisou a mãe que traria uns colegas para "estudar" em casa. Fomos uns 3 casaisinhos para lá. Passar uma tarde sozinhos na casa de uma guria, era um prazer raro de ser gozado e não tínhamos tempo a perder. Todos ali sabíamos que o objetivo era beijar pra valer, se possível, quebrar recordes. Tocava Unchained Melody ..."Ohhhh!!! My looove!!!! My darlingggg!!!" E nós tome beijo!!! Aos 13, era o que tínhamos.
Nas Festinhas de Garagem, por exemplo, beijar gurias era bem mais complicado. Havia toda uma questão protocolar até chegar ao beijo. A Festa começava lá pelas 8, os guris traziam refris e as gurias os salgados, colocava-se os comes e bebes em mesas laterais para criar o ambiente. A garagem, ou melhor, o salão ficava dividido e as comidas e bebidas colocavam em um lado os guris e do outro as gurias. Expectativa, luz baixa, cheiro de Halls no ar e a 1ª música lenta da noite. O DJ preferencialmente era o dono da casa, assim os pais não encheriam o saco por haver estranhos mexendo no 3 em 1 (aparelho semelhante ao da foto).
Aperta PLAY!
Algumas lentas foram marcantes. Patience, do Guns, More Than Words, do Extreme, Wind of Change, do Scorpions, enfim, trilha sonora dos primeiros amores e decepções. A introdução com os assobios, em Patience, ditava o tempo que você tinha para levantar da cadeira dos guris, virar homem e "tirar" a guria que você queria grudar na festa. Obviamente que algumas questões já chegavam à garagem bem encaminhadas e já se sabia mais ou menos quem iria ficar com quem, e quem não iria pegar ninguém. Ainda assim não dava pra vacilar. Presenciei alguns "foras" terríveis em que os guris se deram mal apenas por demorar para tirar a guria que estava encaminhada pra ele. Naquela idade não tínhamos a clareza de quanto tempo uma mulher espera quando quer alguma coisa. Elas, obviamente, já sabiam.
Assim como no futebol, nas Festinhas de Garagem o "fator local" influenciava muito no resultado. Festas “em casa” eram aquelas em que você compartilhava a companhia dos colegas do colégio, vizinhança e parentes. Aí a tranquilidade reinava, você sabia onde estava pisando e com quem estava lidando. Era esperar a lenta e partir pro abraço.
Classifico como "fora de casa" aquelas que rolavam dentro da mesma cidade, mas em bairros distantes da sua casa e/ou organizadas pela gurizada de outro colégio. Todo cuidado era pouco pois tratava-se de terreno hostil. Cada movimento devia ser friamente calculado. Certa vez, eu e mais dois amigos da Escola Goiás fomos a uma festinha na Sede da CEEE, perto da Brigada, longe de nossas casas. Alguns salgadinhos depois, senti a confiança de quem já está ambientado a ponto de tirar uma guria para dançar. Levantei-me e fui. Começou a música e eu já iniciei o procedimento padrão para demonstrar minha intenção a ela. O processo resume-se em passar uma das mãos nas costas da guria com movimentos semicirculares no sentido horário. Sempre no sentido horário. Após umas 15 voltas, chegava o momento de levar uma das mãos rumo à nuca. Era o "algo mais", a cartada final, momento em que teria que vir alguma resposta da parceira. Se ela continuasse inerte, com as mãos congeladas às suas costas era a hora de bater em retirada. E assim foi com essa guria. Pior, havia uma legião de infelizes me "secando", daqueles tipos que não pegavam ninguém e estavam ali apenas aterrorizar a gurizada dos outros bairros, como eu e meus amigos. Era possível perceber um ódio juvenil em seus olhos e ficava claro que eles queriam espancar-nos ou, no mínimo, dar-nos um belo cagaço. Tão logo terminou a música, eu ainda retornava ao meu lugar quando notei que o cerco se fechava. Fui tomado por uma raiva extrema, o que eleveou minha naftalina. Chamei meus dois amigos para um canto, estufei o peito e disse a eles:
-Vâmo largá fincado que a coisa tá ruim pra nós!
Passamos pela porta de saída e íamos de fininho. Piscando, já caminhávamos a uns 50 metros da festa, mas qual não foi nossa surpresa ao notar 5 ou 6 trombadinhas estavam a nos perseguir. Começamos a correr ali perto da Brigada e atravessamos todo o Parque da Oktober numa velocidade que nem o Nenéu. Lá no Pórtico de Entrada saltei sobre uma tela de uns 3 metros em um só pulo. Nós três escapamos dessa com pequenos arranhões e um grande cagaço. Foi minha última festinha na Sede da CEEE.
Outro tipo de festa era a que acontecia em "campo neutro", Na praia, por exemplo. A galera de Porto Alegre era maioria, mas tinha de tudo um pouco. Ninguém era de ninguém e todo mundo podia se amar. Descobri isso da forma mais traumática. Eu pegava uma guria linda, a Ana Paula, e já tinha ficado com ela duas festas seguidas. Na terceira cheguei assobiando ao Salão, bem à vontade mesmo. Eis que me deparo com a Ana Paula aos beijos com o Eduardo, um "mui amigo" meu, que dias antes me apresentara a banda Guns n’ Roses e sua Sweet Child Of Mine em uma fita K7. O guri era gente fina, Guns acabou sendo a minha banda favorita e tal, mas não precisava grudar a minha guria, né?!
Mas na praia era assim, ninguém era de ninguém. Diante da realidade, minha decepção foi oceânica e a reação a pior possível. Decidi pelo suicídio! Não havia mais nada a ser feito na Terra e eu ia jogar-me da Ponte do Imbé e virar ração de sardinhas. Quem conhece Tramandaí lembra de um edifício comprido, na Avenida Beira Mar, o Quebra-Mar (foto). Pois foi ali que aconteceu a tal festa. Antes de partir, plantei a informação do suicídio junto a alguns avulsos que estavam na porta do Salão, depois peguei minha magrela, uma Cruiser branca, e pedalei rumo à Ponte. A notícia do guri suicida espalhou-se rapidamente e eu ainda nem tinha chegado ao meio do caminho quando os dois canalhas, Eduardo e a Ana Paula, pegaram a mobilete dele e vieram atrás de mim com mil e uma explicações e apelos para evitar a tragédia. Não adiantava, eu estava decidido e segui em frente como pedaladas firmes. Que fiascão! Desesperados, os dois retornaram ao Quebra Mar e colocaram meus pais a par dos fatos. Aí fudeu! Eu já estava quase no centro de Tramandaí quando o Seu Nelson, meu pai, emparelhou o Fusca azul QA 9697 do lado da bike e disse:
- TOCA PRA CASA GURI!!!
Bastou. Retornei e havia uma pequena multidão na portaria do prédio. Além de todos os que foram na festa, estavam seus pais, avós primos, tios, o síndico e outros curiosos ávidos por um desfecho trágico. Frustrei-os ao chegar pedalando e subir direto para o apartamento sem conceder entrevistas. Mais tarde fiquei sabendo que a aglomeração era maior, mas algumas pessoas já tinham ido me esperar na Ponte para acompanhar o suicídio.
Imagine a cara com que meus pais me esperavam no apartamento. Queriam me mandar de volta pra Santa Cruz no outro dia, mas uma bonita mobilização dos meus amigos, liderados pelos dois canalhas, os comoveu e Seu Nelson e Dona Doroti me deram uma segunda chance.
Ana Paula? E, essa jamais tivera segunda chance com o tata aqui.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De volta, mas aos poucos

Buenas gurizada! Depois de um longo tempo sem escrever, voltei.
Sem muita enrolação, já que pra tempo não existe Ctrl+Z.

A Seleção:
Por motivos óbvios, eu era contra o Dunga, mas tenho que dar o braço a torcer.
O cara armou a Seleção com uma defesa sólida, laterais eficientes, meiocampo aceitável e um ataque que cumpre seu papel com sobras. Luis Fabiano é brincadeira! O gol contra a Argentina deve ser colocado no Manual dos Atacantes.
Evidentemente que há alguns ajustes a fazer, mas também nisso o professor Dunga tem acertado. Até a Copa ele vai enxergar que o triatleta Robinho pedala, corre e nada! O açougueiro Felipe Melo não é confiável, vide a grosseria que ele fez no jogo contra o Chile. Já imaginou ele fazer isso num jogo decisivo da Copa do Mundo.
O Brasil é favoritasso à Copa 2010 e a ruindade das demais equipes é dolorosa. Vi alguns jogos das eliminatórias europeias e não recomendo.

O Grêmio:
Já passei da fase da indignação pela falta de vitórias fora de casa. Nesse momento, irrita-me mais a fixação pela necessidade em conquistar uma vaga na Libertadores. Torço para que o Grêmio fique em 5º, 6º ou 7º. As primeiras posições após a zona da Libertadores. Em 2010, quero disputar a Copa do Brasil e a Sulamericana com chances de ganhar. Me dei conta do quão ridículo é comemorar a vaga na Libertadores, jogar a competição e ser eliminado pelo primeiro time mais ou menos enfrentamos.
Ano que vem a Copa do Brasil não terá Corínthians, Palmeiras, Inter, São Paulo etc., o que nos coloca em condições de conquista, desde que tenhamos um time um pouquinho melhor do que esse que está aí.
Quem quiser continuar torcendo pela vaguinha na Libertadores, boa sorte, mas sem ilusões. Eu quero gritar É CAMPEÃO, coisa que não faço desde 2001.
Pra amenizar, deixo uma previsão corajosa. A 1ª vitória fora de casa vem no domingo, dos Aflitos. O Náutico se recusa a vencer o Grêmio e o trauma de 2005 jamais será superado. Anote aí: 2 a 1 Grêmio.

E o colorado: Vai de vento em popa. Após um 1º semestre frustrado, a ruindade se foi e as coisas começar a tomar um rumo que me preocupa.
Assim como em anos anteriores, houve uma má fase técnica do time, entretanto nesse ano, mesmo com esse declínio o Inter não se afastou do G4. A retomada veio cedo, como aconteceu com o São Paulo, que acabou campeão em 2008.
Pra que se tenha uma noção das dificuldades coloradas, houve jogos em que o ataque do Inter era composto por Leandrão e Bolaños, agora esquecidos no Beira-Rio. Sobram as opções e o meio-campo para domingo terá a formação titular pela 1ª vez no Brasileirão (Sandro, Magrão, Guiñasu e D´Alessandro). O ataque se sustenta, mesmo após a saída do excelente Nilmar.
Lamento, mas acho que o time encaixou e que o Tetra está próximo, embora eu ainda tenha esperanças que não aconteça. O difícil é ter que torcer pelo São Paulo ou pelo Palmeiras, dois times que não tenho a menor admiração.

E vou me embora ver onde chora o cantor. Três aniversários de criança no fim de semana! Já viu a correria!

Abraço aos meus 6 fieis leitores!!!