Outro dia conversava com meu afilhado Gugu, que tem 12 anos e não chegou a conhecer Ayrton Senna. Difícil explicar quem foi Ayrton para um guri que já pegou a fase do Rubinho.
O tempo passou e já se vão 15 anos desde que Senna perdeu a vida na curva Tamburello naquele domingo triste. Lembro da angústia que senti quando ele bateu violentamente no muro e permaneceu imóvel no cockpit com a cabeça caída para o lado. Mais tarde Roberto Cabrini deu a notícia em primeira mão, Ayrton Senna estava morto.
Certamente foi o maior ídolo esportivo daquela época. Aquilo sim era Fórmula 1. Senna, Prost, Mansell, Berger, Patrese, Piquet e outros craques. Eram pilotos que decidiam as corridas no braço e travaram duelos inesquecíveis.
Uma corrida inesquecível de Senna aconteceu em Donington Park, na temporada de 93. Senna saiu em quarto lugar, caiu para quinto e ainda na metade da primeira volta chegou à primeira posição, passando Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Damon Hill e Prost. Chovia muito e os pilotos foram aos boxes para trocar os pneus "slick", para pista seca, por pneus "biscoito", para pista molhada. Senna dispensou a troca, não entrou nos boxes e segurou o carro "no braço". Chegou em primeiro com uma vantagem de uma volta sobre praticamente todos os oponentes, exceto Damon Hill, que chegou em segundo lugar por que o próprio Senna permitiu, para forçar seu rival Prost a chegar em terceiro lugar.
Alguns números da carreira de Senna: Títulos da Fórmula 1: três, em 1988, 1990, 1991, todos com McLaren-Honda Vitórias: 41 (25,5%) Pole positions: 65 (40,4%) Pontos acumulados: 614 pontos GP disputados: 161 Média de pontos por corrida: 3,81 (ou 3,79 se forem apenas contabilizados os 610 pontos) Pódios: 80 (49,7%) Número de vezes na liderança: 109 Número de grandes prêmios na liderança: 86 Largadas na primeira fila: 87 Vitórias com pole position: 29 Vitórias de ponta a ponta: 19 Voltas mais rápidas: 19 Máximo de poles conseguidas numa só temporada: 13 (em 1988 e 1989) Pole positions sucessivas: 8, nos seguintes países: Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA (1988) e Brasil (1989) Pole positions sucessivas numa só temporada: 7 (em 1988) GP onde mais venceu: Mônaco (6 vezes: 1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993) Hat Trick (pole, vitória e melhor volta no mesmo GP): 7 (Portugal, 1985; Canadá e Japão, 1988; Alemanha e Espanha, 1989; Mónaco e Itália, 1990) Vitórias consecutivas: 4 (em 1988: Inglaterra, Alemanha, Hungria e Bélgica; em 1991: EUA, Brasil, San Marino e Mónaco) Dobradinhas (com o companheiro de equipe, Alain Prost): 14 (10 em 1988 e 4 em 1989, com Senna na frente em 11 dessas vezes)
Que saudade de Ayrton Senna. Amanhã às 23h30, o Sportv exibirá um Especial sobre sua carreira. Imperdível.
Na terça, o Grêmio jogou pro gasto e fez 3 no Chicó. Liquidou no primeiro tempo e administrou no segundo. Classificado em primeiro na Geral, aguarda a definição do adversário, que sai na noite de hoje e as datas dos jogos, que serão anunciadas amanhã pela Conmebol. Entre os prováveis adversários, o único que me preocupa é o Defensor. À noite a definição.
Ontem à noite, acabei com o mito de que não se pode assistir com atenção mais de um jogo ao mesmo tempo. Assisti 4, mas o do Flamengo só com o canto do olho. O que vi foi o seguinte:
O pior jogo foi o do Flamengo, que é um time estranho que tem como craques seus dois alas, Leonardo Moura e o ignorante Juan. De resto, suas soluções são Obina, Josiel, Kléberson, etc. O Ibson até é bom, mas se confunde na ruindade do resto. Empatou em 0 a 0, em casa com o Fortaleza. Apesar do mau resultado acho que passa dessa fase e cai para o Inter na próxima. No final a´pérola do goleiro Bruno que pediu à imprensa que o escutassem, pois iria fazer um pronunciamento sobre o que fez Juan com Maicossuel no jogo do fim-de-semana. Sobre a intenção do Tribunal de aplicar uma suspensão preventiva em Juan, Bruno se pronunciou assim: - Acho que o Triubunal tem que ter a sensibilidade de absorver o Juan. O que ele fez é normal em campo e não tem probrema nenhum. Adriano, o Imperador, deve ser anunciado pelo Mengão, que andava atolado em dívidas. Como as contas venceram na gestão anterior, estão perdoadas e o patrocinador vai investir no artilheiro que estava curtindo um repouso nas praias cariocas. Em sua dieta de frutas, comeu Moranguinho, Melancia e até Caviar.
Inter e Náutico: O Inter se impôs e fez 3 a 0 naturalmente. O Náutico, coitado, ainda tenta resolver suas questões de campo com o Kuki, de Roca Sales. O Colorado fez 3 porque não precisava fazer mais. Se fosse necessário faria 5 ou 6. Fará 5 ou 6 em casa e já está classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.
O melhor jogo da noite foi entre Atlético PR e Corínthians. Foi o que mais assisti. o Furacão impôs seu ritmo e prendeu o Curíntia no seu campo defensivo durante quase todo o primero tempo. Com ótimas atuações do atacante Rafael Moura e do ala Raul, que recentemente lembro de ter visto na Taça SP de Futebol JR, fez 2 a 0 no primeiro tempo. No início do segundo tempo outro gol do Atlético, 3 a 0. Confesso que nesse momento desanimei um pouco com o Corínthians, em quem deposito minhas fichas como principal adversário do Inter na conquista da Copa do Brasil. Mas foi aí o jogo se modificou e as alterações táticas e de jogadores fizeram o Corínthians crescer. O iluminado em pênaltis, Galatto, viu Chicão bater um penal que passou por ele e bateu nas duas traves antes de sair. Depois viu a barreira se abrir e levou um golaço de falta, batida pelo bom Cristian. Aos 42, Dentinho recebeu passe dentro da área, protegeu e fuzilou Galatto para fazer o segundo do Timão. Final 3 a 2 para o Atlético. A vantagem de 3 a 0 foi demanchada e acho que o ânimo dos jogadores também. Classifica-se o Coríííínthiansssss!!!!
O Palmeiras saiu para jogar contra o Colo-colo e se deu muuuito bem. Pressionou durante o primeiro tempo inteiro e Keiirisson meteu duas bolas na trave. Mas Marcão era titular do Palmeiras e fez duas faltas em 5 minutos, levou dois amarelos e foi pra rua aos 15 do segundo tempo. Ruim e irresponsável. Apesar disso, o Palmeiras manteve equilibrado o confronto e nos minutos finais Cleiton Xavier acertou um chute lindo da intermediária. A bola foi em linha reta rumo ao ângulo superior esquerdo do goleiro, que chegou a tocar nela para deixar o gol ainda mais bonito. Minha secação não adiantou e o Palmeiras está na próxima fase.
Certamente teremos confrontos entre brasileiros, já que os 5 estão classificados. Amanhã o anúncio oficial dos confrontos, dias e horários. Agora é que o bicho pega.
Se houver erros desculpe-me, escrevi às pressas só para registrar e para trocar uma ideia.
O clássico entre Corínthians e Santos era marcado por um equilíbrio muito grande, entretanto, na hora de colocar os dois times na balança, Ronaldo fez a diferença. Em 5 toques na bola ele mostrou que mesmo que estivesse gordo ele sobraria e muito em relação aos demais.
No primeiro gol, pegou uma bola espirrada, dominou e ajeitou com um toque e mandou uma sapatada de canhota antes de Fábio Costa pensar no que fazer. O segundo gol foi uma pintura. Recebeu driblando de calcanhar, ajeitou e deu um toque leve de esquerda por cima do goleiro santista, que apenas acompanhou a trajetória da bola indo para as redes. Em ambos os gols Ronaldo não precisou olhar onde estava o gol e o goleiro. Ele já sabia. Essa é a diferença dos craques. Não precisa escolher o pé com que vai chutar, olhar para o goleiro, linha de impedimento ou qualquer outra coisa. Quando a bola chega nele ele já sabe o que tem que ser feito. E faz.
Acho exagero falar nele para a Seleção agora, mas que há vários jogadores precisando engordar muito suas estatísticas para chegar a fenômeno, isso há.
Desde a última quarta-feira, dia 22, estou gozando de um período de férias que irá até o dia 4 de maio. Também por isso não tenho colocado textos com tanta freqüência no blog. Tirei umas férias do Grêmio também, já que andava de saco cheio de discutir sobre o técnico que não vem. Para amanhã, 3 pontos estão garantidos contra o Chicó. Sobre as férias: Não poderia haver forma melhor para aproveitar meu primeiro dia de férias do que indo pescar com um grande amigo. Parece mentira, mas depois de algum tempo, eu e o Juliano, o tal grande amigo, nos demos conta de que não parávamos para conversar havia mais de dez anos. Então nos programamos e fomos até uma lagoa, nas redondezas de Rio Pardo, para buscar uns pintados. O pai dele, Seu Chico, foi junto e os dois juravam que já pegaram muito peixe na tal lagoa. Saímos cedo daqui e antes das 9 horas já tínhamos linhas na água. O ronco dos bugios com febre amarela se ouvia de longe. Nós, vacinados e com repelente, aguardávamos os peixes, que não viriam. Aliás, você já deve ter reparado que nesse texto sobre pescaria na não há fotos nossas segurando peixes. Pois é, conseguimos tirar da água apenas duas trairinhas, um lambari, um cará e uma tambica. Nem vou citar aqui os dois filhotes de pintado minúsculos que pescamos, já que, somados, não chegavam a 10 centímetros. Apesar da escassez de peixes, só posso dizer que a pescaria foi perfeita.
Peixe não é tudo numa pescaria. Além da carne assada no fogo de chão, da cerveja gelada e do sossego do mato, o que há de melhor num dia como esse, é poder matar a saudade de tempos antigos, contar e ouvir velhas histórias. Lembramos do tempo em que éramos piás e íamos até 2 ou 3 da madruga jogando vôlei na frente do vizinho dele. Dávamos algumas boladas na parede do quarto do vizinho. Hoje sei que o que fazíamos brabo para o Seu Juarez, o vizinho, mas achávamos aquilo normal e defendíamos a ideia de que ele precisava compreender que éramos guris que precisavam brincar. Demos boas risadas. É pra lembrar e rir de coisas como essa é que se prestam as pescarias e as amizades.
Parabéns aos dois primeiros campeões regionais do Brasil. Sport e Internacional. Errei por pouco o placar do CAXI-NAL. Meu palpite era 6 a 0. Título garantido, agora todo o foco colorado é no Guarani de Campinas. A Copa do Brasil é a meta.
Volto a escrever sobre os inesquecíveis tempos do basquete. Arcal Corínthians, Pony Corínthians, Pitt Corínthians, enfim Corínthians. Entre os comentários que recebi , algumas lembranças foram importantes: O Marc Brown realmente era muito bom jogador, como quase todos os americanos que vinham. Teve o Clifford Morgan, que veio pra subsituir o Parker, mas foi uma excessão, e embora americano e negão, não jogou grande coisa. O Macetão era feio demais. O Shrek escrito, mas era gente finíssima. O Paulinho Sheid que chutava bem demais dos 3 pontos. Tinha um rosto no nariz, mas conseguia pegar mulher mesmo com o avantajado osso nasal.
Eu tinha 15 anos e estava em fase inicial de azaração das gurias. Íamos entre três ou quatro amigos para o jogo e circulávamos o tempo todo pela parte superior do anel de arquibancadas. Não sentávamos nunca, apenas fazíamos algumas paradas estratégicas para ver momentos do jogo e focar as gajas. Não pegávamos nada lá dentro, já que elas eram muito novinhas e sempre tinha um amigo do pai delas por perto, Mas aproveitávamos a empolgação geral e "largávamos uns currículos" que às vezes rendiam "entrevista" na saída. Até nisso o basquete contribuía.
A Tô Tri era demais! Aquilo foi o início da carreira do Solismar como animador de torcida. Depois ele incursionou em outros ramos, mas jamais abandonou a paixão por torcer. Você entrava no Arnão e logo escutava o canto, a batida de pés, a ôla. Era uma energia impressionante. O Ginásio literalmente fazia o adversário tremer. Durante toda a campanha do título de 94 foram 10 partidas em casa: 8/2 – terça-feira - Pitt/Corinthians 107x95 Vasco da Gama 20/2 – domingo - Pitt/Corinthians 109x91 Report/Suzano 27/2 - domingo- Pitt/Corinthians 104x91 Rio Claro/Blue Life 17/3 - quinta - Pitt/Corinthians 107x82 Ipê/Banespa 27/3 - domingo- Pitt/Corinthians 102x93 Minas T.C./Sollo 29/3 - ter - Pitt/Corinthians 94x82 Rio Claro/Blue Life 8/4 - sex - Pitt/Corinthians 96x92 Palmeiras/Parmalat 15/4 - sex - Pitt/Corinthians 90x87 Sabesp/Franca (Tesourinha) 16/4 - sab - Pitt/Corinthians 99x98 Sabesp/Franca (Tesourinha) 17/4 - domingo- Pitt/Corinthians 99x92 Sabesp/Franca (Tesourinha) Sim. Ganhamos todas!
Ao conquistar o título da 5ª Liga Nacional Masculina de Basquete, o Corinthians quebrou a hegemonia do basquete paulista. Até aquele momento, o título nacional masculino de basquete de clubes já havia sido disputado em 26 oportunidades (4 da Liga e outras 22 sob a denominação de Taça Brasil), com apenas duas vitórias de times de fora de São Paulo. O Botafogo, do Rio, que ganhou a competição em 1967 e o Vila Nova, de Goiânia, que venceu em 1973.
No jogo final, havia 8.000 pessoas no Tesourinha. O Satierf ganhou o primeiro tempo (55 a 45), bem posicionado na defesa e evitando precipitação nos arremessos quando descia para o ataque. O Corinthians reagiu e empatou em 72 pontos. Faltando 5min05s para o final, com o Corinthians em vantagem por 82 a 80, o técnico Hélio Rubens reclamou dos juízes e acabou punido com falta técnica. Brent acertou os três lances livres (85 a 80) e, na reposição da bola em jogo, o Corínthians ampliou a diferença para 87 a 80. Seguimos na frente até o final (99 a 92). Os campeões foram:-Marcionílio, Sílvio Conceicão, João Batista, Almir, Edu Gato, Brent Merrit, Oldair, Alvin Friederick, Cruxen, Magrão, Poll, Joel e Ary Ventura Vidal (técnico). Os vice-campeões do Satierf - Chuí, Fanta, Isaías, Helinho, Fábio Pira, Demétrius, Winston Morgan, Maury, Clifford Morgan, Wagnão, Rogério, Janjão e Hélio Rubens Garcia (técnico).
Acho perfeita a ideia de uma Festa de 15 anos. Acredito que esse tempo não volta mais e que a única forma de reviver aquilo tudo é refazendo aquele cenário. Os personagens estão todos aí, a Gazeta mostra vários deles com muita vontade de reviver. Um jogo festivo no mesmo palco, o Arnão, certamente lotaria o Ginásio nos faria sentir mais uma vez, algo que sentíamos a cada semana. Acho apenas que o ideal seria estender o convite a todos os que fizeram parte daquela era do basquete e não apenas ao time campeão em 94.
Eu tinha 15 anos quando isso aconteceu. Hoje faz 15 anos.
A vitória de ontem valeu ao Grêmio a classificação em 1º no grupo, uma das 3 melhores campanhas dessa fase, (já que vamos vencer o Chicó) e ainda diminuiu a pressão para que a direção defina o novo treinador.
Assim como já acontecera em outros confrontos dessa Libertadores, o Grêmio nem precisou apresentar um grande futebol para vencer. Apenas com combatividade, marcação, Victor e um pouco de qualidade na finalização, chegamos ao 2 a 0. A campanha é inquestionável, mas continuo achando que apenas Rever é confiável na zaga e que não adianta ter um 3-5-2 se os alas cumprem apenas o papel de defensores. Talvez a volta do Ruy amenize essa carência. Maxi Lopez começa a mostrar grande qualidade.
Duro foi ouvir o André Krieger e o Duda Kroeff após o jogo, respondendo aos repórteres sobre o novo treinador. Os dois claramente ensaiaram um discurso e esquivaram-se das perguntas ao dedicar a vitória ao Marcelo Rospide. O interino, por sua vez, agradecia, mas tirava o corpo fora, e dizia estar apenas esquentando o banco para quem chegar. A omissão dos dirigentes não seria tão desrespeitosa se não viesse justamente de quem prometeu à reportagem e à torcida que logo após o jogo contra “La U”, fariam um comunicado sobre o novo treinador. Mas os brincalhões estavam faceiros demais para isso, e empurraram o problema para amanhã, ou para sexta, sábado. Talvez para mês que vêm! Veremos!
Não acho que a partida de hoje tenha tanta importância. Seja hoje, ou dia 28, contra Chicó no Olímpico, o Grêmio vai classificar-se de qualquer jeito. A necessidade dos pontos contra a Universidad, seria para buscar a tal “vantagem” de jogar a 2ª em casa na próxima fase, mas isso é muito relativo e enganoso. Em 1995 ganhamos a Libertadores jogando a 1ª no Olímpico, onde eu estava, ao aplicarmos 3 a 1, no Atlético Nacional – COL, e levar uma boa margem de gols para o jogo da Colômbia, onde fomos campeões. Já em 2007, contra o Boca, tínhamos a tal “vantagem” do 2ª confronto no Olímpico, mas a dupla infernal, Riquelme e Patrício, garantiu o título na Bombonera, no 1º jogo, 3 a 0 pró Boca. Mais alguns fatos que ilustram o que digo: Em 2005, o Campeão foi o São Paulo, 5ª colocado na geral da 1ª fase Em 2006, o Internacional conquistou a Taça após ser o 8º na 1ª fase Em 2007, o Boca venceu o Grêmio na decisão após ser apenas o 11º na 1ª fase Em 2008, A LDU chegou ao título após ser 11ª colocada na fase de grupos
Portanto, o que vale é classificar-se e ver o que dá depois.
Mais importante que isso é anunciar logo o novo treinador. Semana passada, dei um pau na direção, chamei-os de fracos pra baixo, pois acreditava que eles cederiam à pressão e trariam Renato. Hoje, tudo indica que Portaluppi é justamente o único que certamente não virá. Talvez Autuori não venha, talvez venha em maio, e já se fala até em substituir o interino do Grêmio, Rospide, pelo interino do Autuori, Rene Weber, até que os xeiques o liberem. Enfim, embora ache Autuori uma boa escolha, creio que a convicção nesse treinador já se tornou nociva ao time, que está acéfalo desde 05 de abril. Apesar de todo o planejamento que a Diretoria sempre destacou, o tricolor já planeja alternar interinos durante todo esse mês, justamente quando disputamos três jogos pela Libertadores, a prioridade.
Dia desses em uma conversa com meu Professor Elenor, avacalhávamos o tal “planejamento” do Grêmio em 2009, e ele ressaltou um detalhe interessante. O Grêmio queixava-se que não tinha tempo para treinar devido aos jogos do Gauchão. Agora que o Grêmio foi eliminado do regional, há tempo de sobra para treinar, porém não há um treinador. É dose.
Sobre reforços para o time: Mais vale um contrato assinado do que dois pré-contratos na CBF.
Pepe, ponta-esquerda do Santos de Pelé, certa vez disse que ele, Pepe, tinha sido o maior jogador do Santos em todos os tempos. Ele explicava:
- "O Crioulo não conta. Ele não era humano". E é exatamente isso. Dá pra se ter uma noção ao assistir o filme Pelé Eterno. Tenho no meu pendrive e está a disposição de todos.
Algumas curiosidades e estatísticas sobre o MAIOR DE TODOS, PELÉ:
* Partidas: 1375
* Gols: 1284
* Média de Gols por Partida: 0,93
* Atleta do século
* Recorde de gols em uma partida: oito gols, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 a 0 Botafogo de Ribeirão Preto (superado por Dadá Maravilha na década de 70).
* Partidas pela seleção brasileira: 115 (92 oficiais)
* Gols pela seleção brasileira: 95
* Mais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 - Santos (fez 17 anos durante a competição)
* Mais jovem Campeão Mundial: 1958 - Brasil (17 anos)
* Mais jovem Bicampeão Mundial: 1962 - Brasil (21 anos)
* Maior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 - 58 gols
* Maior número de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11
* Maior artilheiro em uma temporada: 1959 - 127 gols
* Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira: 95 gols
* Maior artilheiro do futebol profissional: 1284 gols
* Bola de Ouro Especial da revista Placar: 1987
* Placa de bronze afixada no Maracanã: 1961 - Em virtude de um lindo gol marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961. Origem do termo "Gol de placa", cunhado por Joelmir Beting.
Taça Libertadores da América
* 1963 - Santos (11 gols)
Ameaçado de perder a artilharia do Campeonato Paulista de 1964 pela primeira vez desde 1958, Pelé surpreendeu e superou seus concorrentes marcando oito gols em uma só partida: vitória do Santos por 11 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Milton Neves conta que o técnico do time do interior Osvaldo Brandão perdeu o cargo logo após essa goleada, mas foi contratado pelo Corinthians. No seu novo clube, na estréia, o Corinthians perdeu de 7 a 4, com Pelé marcando mais 4 gols, para dissabor do treinador.
É atribuída ao jornalista Joelmir Betting a idéia de premiar Pelé com uma placa comemorativa em homenagem a um de seus mais belos gols, feito no Maracanã contra o Fluminense. Desse fato surgiu a expressão Gol de Placa, sempre dita pelos profissionais de futebol do país quando descrevem um belo gol.
Depois de Pelé, a camisa 10 passou a ser vestida pelo melhor jogador do time, tanto no Brasil quanto no exterior. No time do Santos, ele utilizava esse número por ser o meia-esquerda. Em sua estréia na Seleção Brasileira, Pélé atuou com a camisa de número 9, a camisa de número 10 ele só começou a utilizar a partir do Mundial de 1958, cuja distribuição da numeração se deu de forma aleatória por um membro da Fifa, posto que, a delagação brasileira havia deixado de fornecer aos organizadores daquele mundial a numeração dos atletas.
Numa partida contra o Millonarios, no Estádio El Campin, na Colômbia, Pelé era a estrela mais aguardada pelos colombianos, mas o juiz quase estraga tudo. O árbitro anula um gol de Pelé, que reclama além da conta e é expulso. A torcida, que lota o estádio, ameaça derrubar o alambrado, começa a atirar objetos para dentro do campo e a atear fogo nas arquibancadas. Temendo uma tragédia, a polícia faz com que o juiz saia de fininho, destaca um bandeirinha para o seu lugar e promove a volta de Pelé, que marca mais três gols. Resultado final: Santos 5 x 1 Millonarios.
Devo admitir que tenho dedicado poucas palavras sobre o Internacional. Para quitar esse débito com os leitores colorados, vou fazer um resumão das minhas ideias sobre o Inter no ano do seu centenário.
Tem um excelente plantel, talvez o melhor do Brasil. Do meio pra frente esbanja qualidade e no 4-4-2, Sandro, Magrão, Guiñasu e D´Alessandro formam um meio-campo, teoricamente, perfeito. À frente, sobram opções. O Nilmar sempre foi ótimo, o Taison tem sido o melhor atacante colorado e um dos melhores do Brasil. Ainda sobram no banco de reservas o Alexsandro, que já mostra suas qualidades, e o Valter, que é um guri forte e com grande potencial.
Apesar dessas inquestionáveis qualidades, o parâmetro atual é o Gauchão e Tite ainda precisa azeitar melhor o time para enfrentar as fases quentes da Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Até aqui, as individualidades tem resolvido alguns problemas coletivos, especialmente os defensivos. O goleiro Lauro não me parece 100% confiável ,e entre os demais da defesa, Índio é o único com atuações satisfatórias. Bolívar não é tão bom lateral quanto é zagueiro. Álvaro não repete as atuações do final da temporada passada e Kleber não é nem sombra do jogador que já foi. Sorondo é ótimo e está para retornar, mas será que seus joelhos o deixarão permanecer? Há alternativas no grupo, mas Tite ainda não deu seqüência para ver a resposta de Danny Morais, Danilo Silva e Marcelo Cordeiro. Deveria testá-los antes do Brasileirão.
Sobre o Gauchão, o Inter já levou o caneco nas quartas-de-final, ao vencer o Grenal. Os jogos contra o Canoas, 4 a 0, e contra o Caxias, no próximo domingo, são mera formalidade. Meu palpite para o jogo contra os gringos é 6 a 0 e título colorado. Até agora o Inter jogou 20 vezes, ganhou 18, goleou em 9 e empatou apenas na estreia e contra o Juventude, no Jaconi. Tudo bem que dessas 20, 13 foram como mandante, mas não há como questionar uma campanha dessas. Somando apenas os gols de Taison, Nilmar e Andrezinho, chegamos a 33 gols. O Grêmio fez 33 somando todos os gols marcados e os demais adversários não chegam nem perto disso.
Para nós gremistas, a melhor das notícias em 2009 é que o Internacional está fora da Libertadores. Na realidade vermelha, está a Copa do Brasil, e o Inter chegará com facilidade até as quartas-de-final. Nessa fase, pode enfrentar o Flamengo. Passando dali, pode pegar Santos ou Botafogo, nas semi. Do lado de lá da chave estão Vasco, Atlético MG, Atlético PR, Fluminese e Corinthians, que só poderiam ser adversdários numa decisão. O caminho está aí e as condições são boas para o título da Copa do Brasil, algo que o torcedor colorado não comemora desde 1992.
Sobre Tite. Nem mesmo a seqüência de vitórias em Grenais e a conquista da Sul-Americana de 2008 fizeram o treinador receber apoio incondicional do torcedor colorado, que parece olhar pra ele sempre meio enviezado. Sua superioridade nos Grenais é impressionante e somados os resultados dos últimos três clássicos, o Inter tem um escore de 10 a 4. Mesmo assim, há colorados que sofrem com pesadelos em que Tite desabotoa sua camisa e deixa aparecer por baixo uma camiseta azul, preto e branco. Talvez a conquista da Copa do Brasil possa diminuir essa resistência. Talvez.
O Presidente Vitório Pífero melhorou bastante. Como vice de futebol era um arrogante e falastrão. Como Presidente em 2008, teve um ano com mais baixos do que altos. Um dos altos foi quando seu time submeteu o Juventude a maior humilhação que já vi no futebol mundial, ao impôr 8 a 1 na final do Gauchão, com direito a gol do Clemer. Depois veio o 1º grande fracasso, quando demorou para demitir Abel Braga e assistiu um time desmobilizado cair para o Sport, na Copa do Brasil. Sua equipe foi desmontada no meio do ano, ao saírem Fernandão e Iarley, por exemplo. As reposições imediatas foram insuficentes e o Inter patinou muito no Brasileirão. Quando acordou, já não dava mais para buscar vaga na Libertadores, o que seria imprescindível no ano do centenário. Oportunamente, priorizou a Sul-Americana e conquistou a Taça, e isso foi suficiente para manter Tite no cargo.
Embora o foco colorado atualmente seja a Copa do Brasil, creio que a principal meta para 2009 seja a conquista do Brasileirão, já que faz 30 desde a última conquista.
Como clube, está num patamar invejável tendo um quadro que vislumbra 100 mil sócios. Tem um Estádio com 30 anos que, se não é novo, é moderno, e após receber a cobertura que está projetada, será um dos mais bonitos e confortáveis do Brasil.
Enfim, tentei sintetizar o que penso sobre as coisas que julgo importantes sobre o rival. Sem imparcialidade, pois seria impossível, mas sem paixões.
Se esqueci de algo, colorados e coloradas, mandem comentários que reforço num próximo texto.
A Gazeta do Sul está de parabéns pela série de reportagens sobre os 15 anos da conquista da Liga Nacional de Basquete pelo Corinthians. Que saudade! Assisti a jogos na época em que o Corinthians jogava no Ginásio do Mauá entupido. A torcida pulsava e empurrava a equipe para as vitórias. Hoje é possível mensurar o tamanho da ousadia necessária para montar um time daquele nível em Santa Cruz do Sul. Foi necessário dinheiro, é claro, mas, sobretudo, coragem e muito amor ao basquete para fazer o que foi feito. Trouxeram o Ary Vidal, que era deus no basquete brasileiro da época. O magrela Marcel, que guardava quase todas de 3 pontos, o grande Rolando, com 2 ,14 metros. Veio o Alvin, que jogava muito e era figura simpaticíssima, sempre disponível e sorridente e o outro americano, o Parker, que era mais na dele, mas gente boa também. E tinha a gurizada daqui de Santa Cruz. A equipe disputou o Estadual de 1990 e o Campeonato Nacional de 1991 tinha Marcel, Rolando, Alvin, Parker, Mauro, Polenta, Juliano, Darci, Bruno, Maurinho, João de Deus, Alessandro, Piru e Marx. Nos anos seguintes vieram outros, como Pipoca, Joel, João Batista, Brent Merrit, Evandro - o rei das enterradas, Alexey, Cruxem e outros que eu não lembro agora.
Eu era sócio do Corinthians e passava as tardes entre o Ginásio e a piscina do clube, por onde circulavam eles todos. Como disputávamos o Nacional, víamos passear pela cidade os caras que foram protagonistas daquela que provavelmente foi a maior façanha do basquete masculino do Brasil, a conquista dos Jogos Pan-americanos de Indianápolis, em 1987, quando o Brasil derrotou os EUA na casa deles. Eram ídolos de uma geração que se foi e nunca mais foi repetida.
O basquete de Santa Cruz chegou ao seu ápice em 1994, com a conquista do título da Liga. Depois começou a enfrentar as dificuldades, sucumbiu à falta de receita e patrocínio e foi morrendo aos poucos. A decadência do basquete local antecipou a falência do basquete brasileiro, que não existe mais. A tal NBB (Novo Basquete Brasil), liga criada neste ano com o intuito de reerguer o esporte, ainda não empolga. A Seleção Brasileira Masculina amarga 13 anos sem sequer classificar-se para disputar uma Olimpíada. A última participação foi há 13 anos, em Atlanta 96, quando Oscar se despediu da Seleção.
Oscar foi o melhor de todos. Ele jogava basquete com uma facilidade incrível. Parecia que todos na quadra estavam ali apenas para assisti-lo jogar. Ele guardava de 3, de 2, lances livres, zona morta, ganchos, o que viesse. Jogava com simplicidade e eficiência e assim foi até os 45 anos, quando encerrou a carreira. Quando vinha a Santa Cruz, Oscar demonstrava alguma antipatia, é verdade, mas era compreensível pois sempre declarou que não assimilava bem as derrotas, e aqui em Santa Cruz, quase sempre perdia. SEMPRE era o melhor jogador em quadra.
Enfim, sugiro que acompanhem essas matérias que a Gazeta está publicando diariamente. Qualquer tentativa de reviver isso ou de termos novamente um time competitivo em Santa Cruz, é bobagem. Pura nostalgia. O basquete virou uma bagunça e hoje em dia, o Corinthians perde até pra Univates, imagine. Não existe recurso financeiro, premiação ou jogadores com talento que permaneçam por aqui. O basquete brasileiro não é mais aquele e o que havia de bom foi embora e não volta mais. Quem viu, viu, quem não viu, leia e imagine.
Passadas duas semanas desse blogue, já é possível fazer algumas avaliações. Nos primeiros dias consegui manter um ritmo intenso, com publicação de textos diários, chegando a 2 ou 3 num só dia. Depois a coisa arrefeceu um pouco, o Grêmio perdeu o Grenal e o desânimo abateu esse blogueiro, que escreveu menos. É fundamental agradecer pelos comentários que foram feitas por alguns dos leitores. Num primeiro momento, apenas meu irmão estava postando comentários e cheguei a pensar que apenas membros da minha família pudessem comentar, o que não se confirmou. A ansiedade foi embora e chegaram novos leitores e comentários de outros amigos. Além do Marcos, o Alemão, o Goga, o Julinho e o Christian já fizeram seus comentários. São poucos e isso me possibilita citar todos, o que por um lado é bom. Entretanto, sei que há outros que lêem, mas não postam comentários e agradeço a esses também. Quero saudar ainda os oportunos (e oportunistas) comentários de Jose Luiz, um desconhecido leitor estrangeiro, que escreve em espanhol com sotaque paraguaio e parece ser simpatizante colorado. Curiosamente seus comentários ocorrem após fracassos gremistas e/ou triunfos colorados, apesar disso, é bem-vindo e aguardado após o jogo entre Inter e Caxias, no próximo domingo. Enfim, são apenas duas semanas de blogue e ainda é cedo para fazer avaliações definitivas ou pensar em mudar o treinador. Conto com sua participação e sugiro que não apenas leia o texto que recebes em seu e-mail, mas clique no link e acesse o blogue para ver as figurinhas e comentários dos outros leitores, que são escassos, é verdade, mas veja o lado bom, você fará parte de um seleto grupo de comentaristas. A partir de hoje pretendo retomar o ritmo normal, e postar pelo menos um texto por dia.
Nada como uma partida no Olímpico, com o Aurora e sem o Celso Roth para aliviar a tensão. O time nem precisou jogar bem para fazer 3 a 0 nos bolivianos. A diferença do time de Marcelo Rospide, o interino, para o de Roth, demitido após o Grenal de domingo, é que Rospide escalou um 3-5-2 com Makelele na ala direita e Maxi Lopez no ataque. O maior destaque da partida, sem dúvida, foi Maxi López. Demonstrou ser um jogador com muita disposição, imposição física e com algumas vantagens pessoais importantes na partida. Embora a bola tenha chegado pouco à frente, numa das vezes que veio ele subiu bem e marcou de cabeça. Esteve em toda a parte do ataque e conquistou claramente a simpatia do torcedor. Souza e Herrera estiveram irreconhecíveis, com atuações fraquíssimas. O Grêmio treina durante uma semana, acompanha o Gauchão pela televisão e aguarda o novo técnico. As declarações do final da partida deixaram claro que Krieger e sua turma leram o texto que postei no Blog recentemente, em que critiquei Renato. Resultado, Portaluppi agora é o Plano B. O nome da vez é Paulo Autori, que me agrada. De amanhã até a próxima quarta, dia do próximo compromisso pela Libertadores, a cobertura gremista se resumirá nisso, especulações sobre o substituto de Roth e projeções para o jogo contra o Universidad, no Chile, de onde o Grêmio pode voltar classificado com uma vitória ou talvez até mesmo com um empate.
Escolher o novo treinador é apenas um, dos problemas que o Grêmio tem para resolver. O Tricolor precisa de um ala direito, posição em que tínhamos o Felipe Mattioni, vendido ao Milan. Precisa de volantes, já que perdeu o W. Magrão por lesão e vendeu o ótimo Rafael Carioca para os russos. Precisa de um atacante que faça gols, já que contratamos Maxi Lopez, Herrera e Alex Mineiro, repatriamos o Jonas e mantivemos Reinaldo, mas os 5 não dão motivos para confiá-los a titularidade. Ainda falta um bom zagueiro, já que apenas o Réver é confiável, e acho que, embora seja o único decente, ele deveria ser colocado como volante num esquema 4-4-2. Vítor, Ruy, Léo, "alguém" e Fábio Santos; Réver, Adílson, Tcheco (ou Douglas Costa) e Souza; Jonas e Maxi Lopez. Esse seria meu time. Porque Maxi López? Porque até agora ele só teve chance com o time reserva, que é ridículo. Se a diretoria teve convicção para investir mais de 200mil por mês num jogador, por coerência, esse jogador precisa ter uma chance de jogar 90 minutos num jogo importante na equipe titular. Além disso, creio que ele tenha características diferentes dos demais atacantes. Ele ganha muita grana para ficar escondido no banco, e, mesmo que não jogue nada, precisa ser exposto para ser avaliado. Tcheco ou Douglas Costa? Tcheco anda jogando pouco e falando demais em campo. Além de sofrer faltas, sua especialidade, tem se destacado bastante como uma espécie de advogado do time em campo. E só. Douglas Costa ainda precisa amadurecer, mas talvez possa contribuir mais do que o capitão nesse momento. De resto, é colocar em campo e ver no que dá. Com a fragilidade dos adversários atuais da Libertadores, mesmo do jeito que está, chegaremos facilmente às quartas-de-final. Dali pra frente a coisa complica e até meados de maio, há de se ter um novo time formado e entrosado para tentar algo mais.
Todos os indícios dão conta de que será Renato Portaluppi o novo técnico tricolor. Ao contrário do que pensa a maioria da torcida gremista, discordo da escolha e ela apenas reforça a minha ideia de fraqueza dos dirigentes gremistas, que já deveriam ter pedido o boné. A fórmula é simples, retirar um treinador rejeitado ferozmente pela torcida e substuir por um que seja aclamado pelo torcedor. Na teoria pode parecer perfeito e infalível, mas na prática não é tão simples assim. O currículo do Renato como treinador não recomenda. Pelo Fluminense, no momento decisivo da Libertadores de 2008, ele se perdeu e trocou os pés pelas mãos. Fez declarações irresponsáveis, menosprezou o campeonato brasileiro, priorizou a Libertadores, e ironizou os demais clubes do Brasileirão ao dizer que estava a 5 metros do título da América, enquanto os outros estavam a 5 mil kilômetros. Embora treinador, agiu como nos tempos de ponteiro e preferiou a polêmica à seriedade. Deu no que deu, perdeu a final para a LDU, foi demitido do Flu, andou até São Januário, onde assumiu e rebaixou o Vasco. Como treinador, deu muitos passos atrás em 2008, e até agora tem apenas uma Copa do Brasil (2007) conquistada. Entre os outros cogitados, gosto do Paulo Autuori, aceitaria o Geninho e até daria uma oportunidade para o Caio Júnior. Entretanto, minha preferência seria para técnicos como Gilmar Iser e Paulo Porto que têm competência, esperam muito uma oportunidade e poderiam repetir o que já deu certo no Gremio, ou seja, técnicos do interior que assumem o e crescem junto com a equipe. Mas se Renato vier, a torcida precisa esquecer que ele vestiu a camisa 7. Agora ele não farda mais com os jogadores, é treinador e precisa "agauchar" novamente. Tá muito carioquinha e precisa tirar os óculos e a máscara para dar certo aqui. Se vier, boa sorte, e estarei no Olímpico para apoiar. Mas será mesmo ele, o escolhido? Amanhã saberemos.
Quando Celso Roth assume um time, qualquer que seja, a primeira questão que vêm à mente é até quando ele resistirá à pressão pela sua saída. Em toda sua carreira foi assim, tanto que ele já aprendeu a conviver, resistir e responder melhor os questionamentos. A imprensa aproveita bem e exalta essa aura de teimoso e carrancudo que ele tem, mas não é isso que mais me incomoda no seu perfil como treinador. Para mim, o insuportável em Roth é a insistência em desafiar a lógica e sempre querer mostrar que o certo, é fazer o errado dar certo.
Curiosamente, ele tem uma carreira repletada de boas oportunidades. No final da década 90 foi apelidado de Felipinho, e era tido e havido por alguns, inclusive da imprensa, como um técnico com potencial para se destacar como fizera Luis Felipe Scolari. Evidentemente que a comparação era descabida e precipitada. Observe toda a carreira de Roth e a escassez de títulos. São 5 títulos em 24 oportunidades:
1. De 1988 a 1990: Treinador do no Al Qadsia Sporting Club do Kuwait 2. De 1990 a 1991: Treinador da Seleção Júnior da Indonésia 3. De 1991 a 1992: Treinador da Seleção Júnior do Qatar 4. De 1992 a 1993: Treinador do Al Etehad Sport Club do Qatar 5. De 1993 a 1994: Treinador dos Juniores do Sport Clube Internacional de Porto Alegre 6. Ainda em 1994: Treinador do Al Ahli Club de Fujairah nos Emirados Árabes 7. Em 1995: Treinador do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas 8. Ainda em 1996: Treinador da Sociedade Esportiva Recreativa Caxias do Sul - Campeão da Copa Daltro Menezes 9. Ainda em 1996: Treinador do Esportivo de Bento Gonçalves 10. Em 1996: Treinador do Grêmio Esporte Juventus de Jaragua do Sul 11. De 1996 a 1998: Treinador do Sport Clube Internacional de Porto Alegre - Campeão Gaúcho em 1997 12. Ainda em 1998: Treinador do Esporte Clube Vitória 13. De 1998 até 1999: Treinador do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense - Campeão Gaúcho e da Copa Sul em 1999 14. De Janeiro a Maio de 2000: Treinador do Sport Club do Recife - Campeão da Copa do Nordeste 15. De Agosto a Dezembro de 2000: Treinador do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense 16. De Março a Outubro de 2001: Treinador da Sociedade Esportiva Palmeiras. 17. De Janeiro a maio de 2002: Treinador do Santos Futebol Clube. 18. De Agosto a novembro 2002: Treinador do Sport Clube Internacional de Porto Alegre. 19. De Janeiro a dezembro de 2003: Treinador do Clube Atlético Mineiro. 20. De março a dezembro de 2004: Treinador do Goiás Esporte Clube. 21. De abril a agosto de 2005: Treinador do Clube de Regatas Flamengo. 22. De agosto a dezembro de 2005: Treinador Botafogo de Futebol e Regatas. 23. De abril a outubro 2007: Treinador do Clube de Regatas Vasco da Gama. 24. A partir de fevereiro de 2008: Treinador do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
Não vou listar aqui as conquistas de Felipão. Ia ficar chato para o Celso que está desempregado , não lê meu Blog, e está muito ocupado contando as "onças" que ganhou com a rescisão com o Grêmio. Vou apenas fazer algumas considerações sobre as contrariedades que tive em relação ao trabalho dele no Grêmio, que terminou ontem. Não compreendo as razões de ter como esquema preferencial o 3-5-2, num time em que só há um zagueiro confiável (Réver). Para agravar, insistia em tirar coelhos da cartola, Ontem fez isso , ao colocar Thiego na ala, deixando o time com 4 zagueiros. Habitualmente, nesse esquema 3-5-2 que ele vinha montando, os alas não apoiavam, tornando o esquema um 5-3-2. Outra...num esquema com 3 zagueiros, há espaço apenas para 3 jogadores no meio campo, E Roth optava por fixar 2 volantes, o que deixava o time com 7 defensores, 1 meia e 2 atacantes. Nos últimos 4 Grenais, a variação de seus esquemas foi sempre nesse sentido, defensivista, entretanto, somando-se o placar dos últimos 4 Grenais, o Grêmio sofreu 10 a 4. Sinceramente, cansei de escrever sobre a Era Roth, que se acabou. Hasta la vista Roth!
Pelos 100 anos do Inter, este Blog parabeniza a Nação Colorada. Não vou me alongar muito porque estou em processo de concentração para o clássico de amanhã. Agora mesmo tô fazendo uma caipirinha. Concentração total!!!
Felizmente estava trabalhando à tarde e, assim como os titulares do Grêmio, fui poupado do jogo contra o Caxias. Os reservas pareceram ter sentido a altitude da Serra e o Caxias empurrou 4 a 0 ao natural. Rapidamente, os 4 gols: 1º gol - tabela entre os zagueiros do Grêmio deixaram Marcos Denner livre para marcar. 2º gol - Mika teve que se deitar na área do Grêmio para fazer de cabeça. 3º gol - cortaluz genial do volante gremista Julio cesar, deixando a bola passar entre suas pernas e sobrar limpinha para Julio Madureira marcar o 3º do Caxias. 4º gol - . Marcos Denner arrancou para cima de Fábio Ferreira e chutou na saída do goleiro Victor. Um lindo gol. Caxias 4 a 0. Imagine que à tardinha vi um cara com a camisa do Caxias aqui na UNISC. Que vergonha!
Mas agora é Grenal!
O Grenal, um dia após o centenário colorado, talvez seja a única boa notícia nessa bagunça toda. Mesmo que fosse na decisão da taça Fábio Koff, o clássico seria no Beira-Rio, então que seja agora, um dia depois do centenário. Se o Inter vencer, festa colorada e esperança gremista. Esperança que Celso caia e que venha alguém que não perca 3 Grenais em 3 meses. Uma vitória gremista, fundamentalmente, estragaria a festa do centenário colorado, que será na véspera do clássico. O Grêmio teria ainda mais dois jogos para chegar ao Título da Taça Fábio Koff e, jogando com os titulares, teria chance de chegar ao título e garantir vaga na decisão do Gauchão, novamente contra o Inter. Mas nada seria melhor do que vencer o Grenal do aniversário de 100 anos do Inter!
Enfim, domingo, dia 5 de abril, mais um Grenal na vida de todos nós!
A lembrança mais remota que tenho dos times do Santa Cruz remontam ao final da década de 80 e início de 90. Lembro do Betinho, Áureo, Rebechi, Bugrão, Paulo Roberto. Técnicos como Daltro Menezes, Chiquinho. Nessa lembrança vaga que tenho dos últimos 20 anos do Galo, não tenho dúvidas em afirmar que o Santa Cruz de 2009 é o melhor que já vi:
Cássio; Juliano, Vinícius e William Santos; Polaco, Willian, Sananduva, Cléber Oliveira e Emanuel: Roberto Jacaré e Eraldo.
Esse time, treinado pelo técnico Agenor Piccinin, chamou-me a atenção lá em Janeiro, após o 3º jogo, contra o Nóia. A campanha é quase irrepreensível, e já na estreia, contra o Inter, conquistou um empate, que garante ao Santa Cruz, o topete de ser o único time que não perdeu, ou levou gol do Inter no Beira-Rio. Em casa está invicto, tendo conquistado 21 pontos em 19 possíveis, entre os quais 3 foram ganhos em uma vitória folgada por 3 a 1, contra o misto do Grêmio.
Agora começa tudo outra vez, e o que importa é buscar a vaga na decisão da Taça Fábio Koff, que só não será nos Plátanos, se o adversário for Juventude ou Internacional.
Analisei cuidadosamente o Regulamento do Gauchão para entender como será definido o Campeão do Interior. O regulamento é muito nebuloso, mas o que entendi é que, caso um time do interior chegue à decisão da Taça Fernando Carvalho ou da Taça Fábio Koff, e perca para o time da dupla Grenal, o fato de ter sido vice de um turno, o classifica para a disputa do Campeão do Interior. Caso a decisão em qualquer dos turnos seja em Grenal, classifica-se o melhor colocado entre os times do interior na classificação Geral (1º + 2º turno). Como no 1º turno já foi definido em Grenal, um dos finalistas do Interior já está definido, e é o Ypiranga, que, na Classificação Geral, supera o Santa Cruz no 3º critério de desempate. Tem saldo 7 contra 6 do Galo. Domingo, Grêmio e Inter se enfrentam nas quartas-de-final da Taça Fábio Koff, o que torna inviável Grenal na decisão dessa Taça. Com isso, o outro finalista do Interior será quem decidir o título com Grêmio ou Inter. E se não tiver Grêmio nem Inter na decisão desse 2º turno? Bom...isso está omisso no regulamento, e, caso dois times do interior decidam o 2º turno, não está claro quem será o 2º finalista do Campeonato do Interior, contra o Ypiranga. Particularmente, interpreto que seja o vice do 2º turno, já que o campeão já será premiado fazendo a decisão do Gauchão contra o Internacional. Resumidamente, é isso, mas se tiver dúvidas, acesse http://www.futebolnarede.com/campeonato/gaucho/gauchao-regulamento-2009.phpe tire suas dúvidas no Regulamento.
Se você leu até aqui é porque é muito meu amigo, ou gosta muito de futebol. Merece, portanto, saber mais algumas coisas não sabia sobre o Gauchão 2009:
- o Campeão do Interior terá um prêmio de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais)
- Ocorrendo o fato de que a(s) equipe(s) da dupla GRE-NAL venha(m) obter classificação para a Copa Libertadores da América/2010, a(s) sua(s) respectiva(s) vaga(s) na Copa do Brasil/2010 pelo Campeonato Gaúcho/2009, será(ão) destinada(s) na seguinte forma:
a) a primeira, a um representante da Copa Lupi Martins;
b) a segunda, ao Campeão do Interior do Campeonato Gaúcho 2009.
- Ao término do Campeonato estarão asseguradas 02 (duas) vagas para a Série “D” do Campeonato Brasileiro/2009, que serão destinadas as 02 (duas) melhores equipes classificadas na competição, com exceção dos clubes já classificados nas Séries “A”,“B” e “C”, do Campeonato Brasileiro.
Tudo isso pra reforçar que esse é o melhor time do Galo em 20 anos. Basta dizer que, em 2009, o Galo ainda vê possibilidade de ser:
Campeão da Taça Fábio Koff
Campeão Gaúcho
Campeão do Interior
Classificado para a Copa do Brasil Classificado para a Série D 2009