segunda-feira, 6 de abril de 2009

Adeus Celso!

Quando Celso Roth assume um time, qualquer que seja, a primeira questão que vêm à mente é até quando ele resistirá à pressão pela sua saída. Em toda sua carreira foi assim, tanto que ele já aprendeu a conviver, resistir e responder melhor os questionamentos. A imprensa aproveita bem e exalta essa aura de teimoso e carrancudo que ele tem, mas não é isso que mais me incomoda no seu perfil como treinador. Para mim, o insuportável em Roth é a insistência em desafiar a lógica e sempre querer mostrar que o certo, é fazer o errado dar certo.
Curiosamente, ele tem uma carreira repletada de boas oportunidades. No final da década 90 foi apelidado de Felipinho, e era tido e havido por alguns, inclusive da imprensa, como um técnico com potencial para se destacar como fizera Luis Felipe Scolari. Evidentemente que a comparação era descabida e precipitada. Observe toda a carreira de Roth e a escassez de títulos. São 5 títulos em 24 oportunidades:
1. De 1988 a 1990: Treinador do no Al Qadsia Sporting Club do Kuwait
2. De 1990 a 1991: Treinador da Seleção Júnior da Indonésia
3. De 1991 a 1992: Treinador da Seleção Júnior do Qatar
4. De 1992 a 1993: Treinador do Al Etehad Sport Club do Qatar
5. De 1993 a 1994: Treinador dos Juniores do Sport Clube Internacional de Porto Alegre
6. Ainda em 1994: Treinador do Al Ahli Club de Fujairah nos Emirados Árabes
7. Em 1995: Treinador do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas
8. Ainda em 1996: Treinador da Sociedade Esportiva Recreativa Caxias do Sul - Campeão da Copa Daltro Menezes
9. Ainda em 1996: Treinador do Esportivo de Bento Gonçalves
10. Em 1996: Treinador do Grêmio Esporte Juventus de Jaragua do Sul
11. De 1996 a 1998: Treinador do Sport Clube Internacional de Porto Alegre - Campeão Gaúcho em 1997
12. Ainda em 1998: Treinador do Esporte Clube Vitória
13. De 1998 até 1999: Treinador do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense - Campeão Gaúcho e da Copa Sul em 1999
14. De Janeiro a Maio de 2000: Treinador do Sport Club do Recife - Campeão da Copa do Nordeste
15. De Agosto a Dezembro de 2000: Treinador do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
16. De Março a Outubro de 2001: Treinador da Sociedade Esportiva Palmeiras.
17. De Janeiro a maio de 2002: Treinador do Santos Futebol Clube.
18. De Agosto a novembro 2002: Treinador do Sport Clube Internacional de Porto Alegre.
19. De Janeiro a dezembro de 2003: Treinador do Clube Atlético Mineiro.
20. De março a dezembro de 2004: Treinador do Goiás Esporte Clube.
21. De abril a agosto de 2005: Treinador do Clube de Regatas Flamengo.
22. De agosto a dezembro de 2005: Treinador Botafogo de Futebol e Regatas.
23. De abril a outubro 2007: Treinador do Clube de Regatas Vasco da Gama.
24. A partir de fevereiro de 2008: Treinador do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Não vou listar aqui as conquistas de Felipão. Ia ficar chato para o Celso que está desempregado , não lê meu Blog, e está muito ocupado contando as "onças" que ganhou com a rescisão com o Grêmio. Vou apenas fazer algumas considerações sobre as contrariedades que tive em relação ao trabalho dele no Grêmio, que terminou ontem.
Não compreendo as razões de ter como esquema preferencial o 3-5-2, num time em que só há um zagueiro confiável (Réver). Para agravar, insistia em tirar coelhos da cartola, Ontem fez isso , ao colocar Thiego na ala, deixando o time com 4 zagueiros. Habitualmente, nesse esquema 3-5-2 que ele vinha montando, os alas não apoiavam, tornando o esquema um 5-3-2. Outra...num esquema com 3 zagueiros, há espaço apenas para 3 jogadores no meio campo, E Roth optava por fixar 2 volantes, o que deixava o time com 7 defensores, 1 meia e 2 atacantes.
Nos últimos 4 Grenais, a variação de seus esquemas foi sempre nesse sentido, defensivista, entretanto, somando-se o placar dos últimos 4 Grenais, o Grêmio sofreu 10 a 4.
Sinceramente, cansei de escrever sobre a Era Roth, que se acabou. Hasta la vista Roth!

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