A Gazeta do Sul está de parabéns pela série de reportagens sobre os 15 anos da conquista da Liga Nacional de Basquete pelo Corinthians. Que saudade!
Eu era sócio do Corinthians e passava as tardes entre o Ginásio e a piscina do clube, por onde circulavam eles todos. Como disputávamos o Nacional, víamos passear pela cidade os caras que foram protagonistas daquela que provavelmente foi a maior façanha do basquete masculino do Brasil, a conquista dos Jogos Pan-americanos de Indianápolis, em 1987, quando o Brasil derrotou os EUA na casa deles. Eram ídolos de uma geração que se foi e nunca mais foi repetida.
O basquete de Santa Cruz chegou ao seu ápice em 1994, com a conquista do título da Liga. Depois começou a enfrentar as dificuldades, sucumbiu à falta de receita e patrocínio e foi morrendo aos poucos. A decadência do basquete local antecipou a falência do basquete brasileiro, que não existe mais. A tal NBB (Novo Basquete Brasil), liga criada neste ano com o intuito de reerguer o esporte, ainda não empolga. A Seleção Brasileira Masculina amarga 13 anos sem sequer classificar-se para disputar uma Olimpíada. A última participação foi há 13 anos, em Atlanta 96, quando Oscar se despediu da Seleção.
Oscar foi o melhor de todos. Ele jogava basquete com uma facilidade incrível. Parecia que todos na quadra estavam ali apenas para assisti-lo jogar. Ele guardava de 3, de 2, lances livres, zona morta, ganchos, o que viesse. Jogava com simplicidade e eficiência e assim foi até os 45 anos, quando encerrou a carreira. Quando vinha a Santa Cruz, Oscar demonstrava alguma antipatia, é verdade, mas era compreensível pois sempre declarou que não assimilava bem as derrotas, e aqui em Santa Cruz, quase sempre perdia. SEMPRE era o melhor jogador em quadra.
Enfim, sugiro que acompanhem essas matérias que a Gazeta está publicando diariamente. Qualquer tentativa de reviver isso ou de termos novamente um time competitivo em Santa Cruz, é bobagem. Pura nostalgia. O basquete virou uma bagunça e hoje em dia, o Corinthians perde até pra Univates, imagine. Não existe recurso financeiro, premiação ou jogadores com talento que permaneçam por aqui. O basquete brasileiro não é mais aquele e o que havia de bom foi embora e não volta mais. Quem viu, viu, quem não viu, leia e imagine.

9 comentários:
Não podemos esquecer do Marc Brow, que jogava muito!!! Acho q ele veio depois do título de 94, mas o time ainda jogou bem nos anos de 95 e 96!!! Valeu!!
Era massa!!
Também jogaram aqui o Josuel, o Pipoca, o Macetão...bah o Macetão era uma figura...mesmo desprovido de pescoço tinha uns 2.10m, e de ombro mais ou menos 1 metro de largura!Hahaha!!!
Os caras protagonizaram alguns espetáculos por aqui, e nós tivemos o privilégio de assistir e participar desta grande fase do basquete brasileiro.
Sem dúvida dá saudades deste tempo!
Bah, o Pipoca já estava no texto...foi mal!!!!Vou colocar no lugar dele então o Paulinho Sheid, que tb. jogou várias temporadas por aqui.
Tb. tem o Solis!!!????Importante comandante da torcida organizada TÔ TRI!!!!Mas ahh Solis!!!HAHAHAHA.
Nem lembrava do Macetão. Figurassa mesmo.
E o nariz do Paulinho Sheid? Ele tinha um rosto no nariz...hahaha. E ainda pegava mulher com aquela nasa.
Eu não tive o privilégio de torcer pelo Corinthians no ginásio do colégio Mauá, mas na época dos grandes jogos no Arnão, eu curtia muito. A galera se reunia para ir aos jogos, fazendo uma concentração,lá encontrávamos pessoas do nosso cotidiano(familiares,colegas da escola,professores,etc.),evento q agradava à todos da cidade.É triste ver à decadência de um time que faz para da história de Santa Cruz, do basquete, de vários torcedores como eu, simplesmente acabou. Chegaram ao ponto de não conseguir montar um time para disputar o estadual. Isso é ridículo! Um clube que não luta para sobreviver, é humilhação!
Onde estão as categorias de base, patrocinadores, dirigentes que podem mudar está trajetória tão cruel para nosso basquete. Espero que essas pessoas ligadas ao basquete de Santa Cruz não usem o bolso como desculpa. É só ter vontade!
Fala ae Charles, obrigado pelo elogio à série que estamos publicando. Aquela organização, aquelas equipes, aqueles jogos, a festa da torcida, tudo dá muita saudade mesmo. Tomara que isso possa ser visto de novo no futuro bem próximo.
Ah, fique à vontade para mandar comentários sobre aquela jornada de 1994. Seria ótimo ter mais leituras daquele tempo na série.
Abração do Zé Ferreira
Aê Zé blz.!?
Parabéns pela série sobre o basquete, cheguei a me emocionar lendo as reportagens. Show mesmo!
Aquela idéia do Brent de organizar um jogo com atletas da época bem que poderia ser levada adiante, ia ser legal e o comparecimento de um bom público mostraria o qto. a comunidade curtia o basquete e aprovaria novos investimentos no esporte.Abração!!!
OBRIGADO POR LEMBRAREM DA MINHA PESSOA TENHO SAUDADES TBEM DAQUELE TEMPO EU ERA MUITO FELIZ NESTA CIDADE GOSTO TANTO DE STA CRUZ QUE MINHA FILHA NASCEU NESTA QUERIDA CIDADE, HOJE ELA TEM 12 ANOS E TBEM TA SEGUINDO O ESPORTE DO PAI, UM GRANDE ABRAÇO A TODOS OS SANTACRUZENSES MACETAO.
Foi um tempo muito bom.. Belo resumo Charles, parabéns! Só quem foi no poliesportivo em jogos finais, sabe o que foi. abraço
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