quinta-feira, 7 de maio de 2009

À ESPERA DAS SEMIFINAIS


Conforme era esperado, o Grêmio venceu o fraco San Martin e encaminhou a classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Deveria ter feito mais gols, e até acho que não poderia levar gol do San Martin. Entretanto, vou poupar as críticas porque a campanha é excelente e cpequenos ajustes podem nos deixar próximos do Tri.
Se é verdade que os adversários são fracos, também é inegável ao Grêmio o reconhecimento por ter vencido todas as partidas fora de casa, algo pouco comum em trajetórias recentes. Durante toda a Libertadores 2007, por exemplo, o Grêmio fez 3 gols em 14 jogos fora de casa e venceu apenas uma partida longe do Olímpico, contra o Cerro Portenho na estreia. Nesse ano já foram 8 gols em 4 jogos e isso ajudará muito a encaminhar o 2º confronto do mata-mata. É importante que o Grêmio consiga isso também quando enfrentar times mais fortes na competição.
Deixando de lado as boas notícias, é preciso conter a empolgação já que os adversários até aqui foram tenebrosos e há coisas a serem melhoradas no Grêmio. O esquema 3-5-2 continua não servindo ao que se propõe. O principal diferencial desse tipo de sistema é a chegada efetiva dos alas ao campo ofensivo, já que os 3 zagueiros dão uma relativa consistência defensiva à equipe. Entretanto, os alas gremistas parecem proibidos de chegar à frente , as jogadas combinadas com os meias não existem, e consequentemente não há chegadas à linha de fundo, exceto quando Souza ou quando um dos atacantes "cai" por um dos lados do campo. Se é pra jogar assim, não precisa ter alas, apenas laterais.
Outro grande problema é a articulação do meio-campo no 3-5-2. Como falei, os 3 zagueiro dão uma sólida consistência defensiva e não haveria necessidade de jogar com 2 volantes, mas Tcheco e Adilson jogam como volantes marcadores. Raramente um deles arrisca uma chegada à frente. Isso sobrecarrega o Souza, que tem dado conta contra times inexpressivos, mas nos confrontos mais fortes, como foram os Grenais, sucumbiu e não conseguiu resolver sozinho.
Em resumo, jogamos com 3 zagueiros, 2 alas que não sobem e 2 volantes que apenas marcam, ou seja, 7 jogadores para organizar-se defensivamente. Sobram apenas o Souza e os dois avantes para atacar. Como já desisti de esperar que o 3-5-2 do Grêmio seja corrigido, aguardo pela chegada do novo técnico e torço para que mude a formação para o 4-4-2. A minha formação teria: Victor, Ruy, Léo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio, Réver (originalmente volante), Tcheco (ou Douglas Costa) e Souza; Maxi Lopez e Jonas (ou Alex Mineiro).
Ao contrário de algumas opiniões que tenho ouvido, acho o Maxi Lopez muito bom atacante e confio que ele será o artilheiro da competição. Na Libertadores foram 4 gols em 4 jogos, e analisando os próximos 3 jogos do tricolor, mais gols dele virão.
Enfim, são algumas situações para o Autuori pensar após livrar-se dos xeiques. Pelo que consta, esse treinador tem preferência pelo 4-4-2, mas os jogadores gremistas frequentemente dizem sentir-se mais à vontade no 3-5-2. Será o primeiro impasse a ser solucionado pelo novo treinador.
Domingo teremos um bom teste contra o Santos no Olímpico. Não pode ser repetido o erro de anos anteriores em que alguns titulares eram poupados para a Libertadores. A exigência é por força máxima e conquista da vitória em um confronto cujos pontos conquistados fazem a diferença em dezembro.

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