Os jogos de sábado e domingo serviram para deixar claro as razões de o futebol ser a paixão nacional e um negócio tão rentável para seus patrocinadores. Vou citar 3 bons jogos, que foram os que acompanhei com mais dedicação, para justificar a tese:
A Seleção Brasileira se repete. Faz tanto tempo que nem chega a ser surpreendente. Baixa qualidade técnica, meio-campo deficiente, falta de munição ao ataque, enfim, mediocridade geral.
A Seleção que jogava com a amarelinha, Equador, jogou muito mais, e quis a vitória o tempo todo. O resultado só não vinha por dois motivos fundamentais: porque o Dunga é muito rabudo e por causa do Julio César. Nunca fui fã desse goleiro, mas ele está realmente em ótima fase. Fechou o gol mesmo, com ótimo posicionamento, saídas eficientes por cima e por baixo. O melhor do time. Não poderei opinar sobre o meio-campo porque não o vi em campo. Sequer lembro de ouvir falar em Elano e Ronaldinho no 1º tempo. Felipe Melo e Gilberto Silva eram citados quando erravam passes na frente da área. Não havia ligação nenhuma com o ataque, que em nenhum momento foi acionado na etapa inicial. Como eu tinha mais o que fazer, fiquei escutando no radinho e acompanhando o segundo tempo em "passadas" à frente da televisão. Ainda assim, vi que a Seleção melhorou, já que só Julio César poderia piorar. Entre os impioráveis, não houve melhora individual, mas o Equador cansou um pouco e deu alguns espaços. Em uma dessas brechas e amparado pela lei do "quem não faz, leva", Julio Batista entrou e logo marcou, 1 a 0 para o Brasil. Mas a lei se fez valer contra o Brasil logo depois. Luis Fabiano perdeu duas chances no mesmo lance de matar o jogo, e no contra-ataque, Noboa marcou, após ótima jogada do bom Mendez, pela direita. Ele entrou como quis, deixou Felipe Melo sentado e tocou para o meio da pequena área onde Noboa completou pras redes, após outro milagre de Julio. Aliás, Felipe Melo deveria estar mesmo sentado, mas em uma poltrona em sua casa na Itália, assistindo o jogo. Já era podre no Grêmio e aperfeiçoou a podridão na Europa.
Quarta-feira é na beira do lago Guaíba que o Brasil se apresenta. Deve golear o fraco Peru, espantar a crise, consagrar alguém, e não convencer ninguém. O emprego de Dunga será mantido e assim iremos, creio eu, até a Copa de 2010.
Um comentário sobre a TV. A Band também adquiriu direitos de transmissão, com imagem de melhor qualidade que a Globo, e isso foi uma novidade pra mim. O que não foi novidade foi a narração e os comentários de ambas, insuperavelmente ruins.
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